Acredito muito que coragem expande possibilidades e abre portas. Mas é superimportante destacar que não existe coragem sem MEDO.
Medo é nosso mecanismo de defesa, um alerta para perigos e desafios. Medo é excelente conselheiro, mas péssimo decisor. Medo, no fundo, é "storytelling". É uma parte do nosso cérebro criando uma história mental com uma projeção negativa do futuro.
Algumas pessoas não usam o ‘medo’, mas ‘insegurança’, para descrever sua situação. Entendo insegurança como um nível mais suave do medo. Mas continua sendo medo. Medinho, talvez?
Pense bem nisso. De onde vem a insegurança, onde e quando surge?
No cenário corporativo, diversos tipos de medo causam insegurança:
• Medo do fracasso;
• Medo do ridículo;
• Medo do isolamento;
• Medo de ir contra (o chefe, o grupo, a cultura, o consenso);
• Medo da rejeição;
• Medo da perda (real ou imaginária…).
Esses medos todos levam naturalmente à insegurança, à paralisia e muitas vezes até mesmo ao estresse – é extremamente cansativo viver permanentemente inseguro/a.
Vivemos num mundo em que somos bombardeados todos os dias por notícias e influências negativas. Nosso cérebro primitivo acaba sendo estimulado a praticar e viver permanentemente em alerta contra todos os perigos reais e imaginários possíveis.
Acaba sendo exaustivo. Ninguém consegue viver permanentemente em alerta total, sob ataque de tudo de ruim e negativo que pode acontecer.
Pior: um dos efeitos do medo é justamente o FOCO no negativo e no perigo. Pode notar como um animal, ao sentir o perigo, imediatamente paralisa, mas de maneira ALERTA. Foco total em detectar o perigo. Afinal de contas, sua sobrevivência depende disso.
Ao permitirmos que o medo sequestre (esse é o termo correto) nosso foco e nossos sentidos, nos fechamos para todas as outras possibilidades positivas que existem.
Medo se autoalimenta e, se deixarmos, fica obsessivo. Medo também tem a tendência a terceirizar a responsabilidade da solução.
Uma das formas do medo chamar mais a sua atenção é justamente aumentando o perigo e diminuindo sua percepção da capacidade de lidar com aquilo. A tendência então é paralisar, fugir ou torcer para que alguém ou alguma coisa me salve.
| “Vou ficar quietinho aqui e esperar que passe.”
O medo coloca a pessoa numa posição passiva e preferindo o pequeno desconforto do presente incômodo do que um possível perigo mais à frente.
O storytelling do medo, de fazer a projeção mental de um futuro negativo, nos preserva, mas não nos deixa evoluir. A consequência disso é sempre um futuro pequeno, limitado, encolhido.
Coragem, definida como agir apesar do medo, nos leva a assumir a responsabilidade pela melhoria.
Coragem tem a ver com iniciativa, com ação, com todas as outras atitudes como resiliência, persistência, criatividade.
Coragem me leva a agir agora porque quero um futuro melhor, quero abrir possibilidades e ampliar oportunidades.
Coragem, inclusive, está 100% alinhada à missão, visão, valores. Em acreditar em algo maior do que só trocar produtos e serviços por dinheiro.
Se o sucesso é feito de altos e baixos, o que realmente nos alimenta a alma e estimula nos momentos baixos?
E o que faz com que não nos acomodemos nos momentos altos?
Coragem é, no fundo, a vitória da esperança. Não existe um futuro melhor sem coragem. Pense nisso.
Para terminar, comentário forte de uma pessoa que estava no webinário: “coragem para finalizar uma etapa da nossa vida e abrir espaço de evoluir para a próxima”.
Pode perceber: tudo que temos realmente de valor na nossa vida tem uma dose de coragem ali. É mais disso que precisamos.
| A vida expande ou encolhe de acordo com nossa coragem.
Abraço corajoso, energizado e otimista.
Raul Candeloro
(Diretor e fundador da Editora Quantum e editor-executivo da revista VendaMais)Fonte: Vendamais
Fonte da imagem: Freepik



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