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Perfeccionismo: o ideal ilusório! Como lidar com este comportamento?

Ser perfeccionista pode trazer sérios prejuízos à saúde. Vários estudos revelam que a alta exigência com o próprio desempenho pode causar transtornos psicológicos, como depressão e ansiedade.

Pressão sobre o bom trabalho, com a busca pela perfeição

O ideal ilusório de perfeição

Desde que iniciamos nossa vida em sociedade somos incentivados a estarmos em lugar de destaque e assim vamos embutindo em nossas mentes a tal busca pela perfeição.

No início da nossa infância já somos exigidos de maneira aparentemente sorrateira, às vezes, nem sempre a tal cobrança por fazer tudo perfeito é de forma explícita. Na vida escolar por exemplo: De quem são os trabalhos em destaque no mural da escola? Quem costuma ser elogiado pelos professores? Aqueles que de certa maneira faz as coisas de modo perfeito, ou ao menos é o que aparenta.

E qual é o problema do perfeccionismo?

Eu não diria que o perfeccionismo é um ponto totalmente negativo. Entretanto, se não tomarmos os devidos cuidados, o perfeccionismo pode nos impedir de criar algo, de tirar do papel projetos importantes, pelo simples fato de acharmos que faltam recursos para podermos dar o ponta pé inicial, que não estamos suficientemente preparados, que ainda falta fazer mais aquele curso ou pelo medo do julgamento do outro.

O perfeccionismo tem outro aspecto, o da comparação, onde a referência para se fazer algo é o alto resultado do outro. A certeza que você pode ter é que existe alguém melhor que você! Em tudo que for fazer vai sempre existir alguém melhor preparado que você. Provavelmente, essa pessoa também iniciou do zero, sem o conhecimento necessário, e com o passar do tempo foi adquirindo os recursos, desenvolvendo as estratégias para atingir a excelência e ser referência no assunto. 
 
Qualquer atividade para ser considerada como excelente exige passarmos por treinamento para que possamos desenvolver as habilidades e competências.

Alguns pesquisadores qualificam o perfeccionismo em dois tipos: o perfeccionismo adaptativo (ou saudável), caracterizado pelo alto padrão, motivação e disciplina, e o mal adaptativo (ou nocivo), quando o indivíduo nunca está satisfeito com o próprio desempenho e fica extremamente frustrado quando não atinge seus resultados. 
 
Pesquisas apontam também para o fato de que aspectos da forma “nociva” tornam as pessoas mais vulneráveis à depressão e ansiedade, enquanto o perfeccionismo “saudável” pode proteger o indivíduo.

O melhor caminho para lidar com a busca pela perfeição é o equilíbrio!

Claro que estar em busca da excelência, atingir metas, obter o reconhecimento e ser elogiado é de extrema valia para o desenvolvimento humano. O que está em discussão é o custo que as vezes o perfeccionista tem em nome dessa perfeição.

Sabemos que o indivíduo com baixo comprometimento, que não está preocupado em fazer um bom trabalho e não liga a mínima para se desenvolver é muito diferente de alguém que, sentindo-se na obrigação de ser perfeito, acaba paralisado pelo medo de errar e não consegue produzir nada.

A busca pelo melhor resultado é valiosa, motiva a pessoa a dar o melhor de si, porém, se levada ao extremo pode acarretar exatamente no contrário, levando a uma insatisfação constante, desistência, procrastinação, e muitas vezes o indivíduo simplesmente abre mão de colocar em prática suas atividades com medo de falhar.

O importante é diferenciarmos o que é busca nociva pela perfeição da busca pela eficácia em atividades do nosso dia a dia na vida pessoal e profissional.

Mudando este padrão de comportamento!

Carrego comigo o seguinte lema: “Antes feito que perfeito, porém, nunca de qualquer jeito!” Fazer bem feito é estar realmente conectado, envolvido e presente com o que você coloca no mundo.

Caso você se ache perfeccionista e deseje trabalhar esse comportamento a seu favor, o primeiro passo é identificar como você se sente em relação a esse perfeccionismo.

Afinal, a perfeição é uma questão de opinião.

Você já parou para pensar que o que chamamos de perfeição é uma simples questão de opinião?

O segredo é dizer a si mesmo: “Vou correr este risco, mesmo não me sentindo seguro. Porque a única maneira de descobrir se vai dar certo, ser você vai dar conta do recado é fazer o que deve ser feito. Para que você possa minimizar os riscos, escreva a ideia completa no papel, elabore um plano de ação, fracione as atividades, arregace as mangas e mãos à obra! O resultado virá e assim, poderá realmente saber se o que está em sua mente é possível de acontecer no mundo real. Não existe outro jeito de saber se vai dar certo, que não seja fazendo e descobrindo se dá certo!

Ah, se der errado com certeza você não perdeu! No mínimo terá adquirido novos aprendizados!

Se você ficar procrastinando, jogando para frente e usando seu perfeccionismo e a comparação para falar “não, não tá na hora” e tal, você não vai obter resultado nenhum, não vai conseguir quebrar a inércia e vai ficar no mesmo lugar que está hoje.

Escolha sair do lugar!


Tikinha Albuquerque
Coach e Trainer em PNL
Instagram: www.instagram.com/tikinhacoach
Fonte da imagem:
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